Reflexão

23 anos

O mês de dezembro foi para mim muito sensível, é sempre altura de reflexão, promessas e desejos. Entretanto eu só conseguia pensar nos meus 23 anos.

A minha percepção de tempo era uns longos e cansativos 12 meses, mas no último mês de 2017 pareceu-me que dos 20 anos para frente o tempo escorregou-me pelas mãos e agora acordei com 3 anos a mais nas costas. Não sei se é crise de idade mas olho para 2018 como 50/50, em 6 meses tenho x planos, os outros 6 meses também. E já está, acabou o ano outra vez. 

T.

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novo rumo do blog e video

Este é o 3° ano do blog e pelo caminho tive problemas pessoais que estremeceram a minha vida, saí da depressão e entrei nessa onda de constante aprendizado, descobrimento e mudança.

O meu blog sempre teve reviews, outfits, series, livros, os meus sentimentos e as minhas opiniões. Porém percebi que deixei de ter prazer nos temas que publicava por isso falhava com os posts. Todo processo de fazer um review, por exemplo, era penoso e vazio para mim porque consistia apenas em escrever o que tinha de bom ou não, tirar fotos, escolher um fundo, tentar ser criativa, se não ficar bom usar um fundo branco. Essa falta de dedicação reflectiu-se aqui, porque não saboreava o processo e pelo facto de atualmente usar menos make up e skin care.

So, I spent some thinking e testando algumas coisas para avaliar o tipo de conteúdo que queria trazer para vocês. Percebi que ainda gostava de escrever sobre reflexões, fazer fotos de outfits, hauls, mas também queria falar mais sobre educação, organização, minimalismo e mindset. Também há uns meses contei-vos que voltei ao ginásio e agora queria fazer vídeos sobre os meus treinos, momentos difíceis, nutrição, erros, técnicas etc. E foi o que fiz, the video is out.

shall we begin? T

os adultos não fazem o trabalho de casa

Sempre enxerguei os mais velhos como responsáveis e corretos mas quotidianamente tenho observado e conversado com desconhecidos que me levaram a crer que não é bem assim, os adultos não fazem o trabalho de casa.

Uma senhora ao meu lado no autocarro pode ter sido nos seus 20 anos (a fase em que se molda um adulto) uma Cátia que não queria saber da sua educação, não tinha objetivos, não desenvolveu-se mentalmente, nem cuidava da sua saúde. E tornou-se em…nada, é a mesma Cátia diabética só está mais velha com contas para pagar presa numa vida difícil. Culpa os outros, a vida ou o destino, tudo menos ela porque tomar responsabilidade pelas suas decisões é demasiado difícil. Quando finalmente acorda avisa a próxima geração mas estes vão copiar inconscientemente os mesmos hábitos. Como alguém que nunca aprendeu disciplina pode ensinar disciplina?

Até agora não tinha reparado que este tempo todo a escola prepara o aluno para uma parte da vida adulta com uma boa alimentação (cantina), exercício físico (aulas de educação física), leitura todas as semanas (projectos de português), levantar cedo (hora de entrada) e ser assíduo (penalização nas notas). Tudo isto é o trabalho de casa do adulto traduzido para as crianças e adolescentes, quando não realizado é um autocarro de adultos irresponsáveis apenas deambulando pela vida.

T.

 

Onde estão os negros?

Na minha infância e adolescência não procurava a razão de ser a única rapariga negra na turma, porque seguia apenas brancos de cabelo escorrido no youtube ou porquê não haver negros nas publicidades portuguesas.

Nunca coloquei em causa onde estariam os negros porque o ambiente em que cresci era branco e querendo ou não, moldamos o que somos de acordo com o que assistimos, ouvimos e lemos. A questão surgiu veemente quando fui ver Avenida Q e eu era a negra da sala. Onde estão os negros no teatro? A dúvida foi se alimentado em situações equivalentes nos restaurantes, nas salas, no que assistia, no que lia, no jornal e atingiu o máximo numa conversa sobre o livro da Rupi Kaur e peças de teatro com uma senhora da faculdade. Onde estão os negros?

Há uns dias estava no cinema e vi um comercial em que a menina era semelhante a mim e a mãe era branca com o cabelo ondulado. Por 10 anos sempre assisti as mesmas Matildes de Cascais na TV e agora vi uma Taís? Ademais, um tempo depois descobri a série Still Star Crossed com um rei negro e princesas negras. Wait, what?

Encontrar negros em publicidades portuguesas, uma série em que princesas são negras e não escravas ou empregada doméstica deixa-me de coração mais plácido, as crianças de hoje crescerão sendo representadas de formas e cores diferentes. 2017 está abraçando a diversidade!

T.

De Trilogia Negra Para Gratidão

Para esta semana já tinha o conteúdo planeado apenas faltavam as fotos e os vídeos. Entretanto não pude publicar por três razões: o meu namorado apagou os vídeos acidentalmente, o meu telemóvel estragou e era com ele que fazia todas as fotos, por fim esqueci-me do carregador da câmara no Porto. A minha melhor amiga se ofereceu para me ajudar porém surgiu mais um imprevisto, desta vez foi com a roupa.

Fiquei mais frustrada por tudo ter dado errado mas comecei a navegar no meu próprio blog e percebi duas coisas. A Tá de 2014 se virava do avesso para poder postar mesmo que faltasse material porque isso a fazia feliz mas, a Tá de hoje fica reclamando que não tem isto ou aquilo por isso não dá para publicar, e dias assim viram meses. A segunda coisa que identifiquei foi a minha evolução, nestas duas fotografias vejo duas Tá distintas na roupa, no olhar, na expressão do rosto, na edição, na pose e na segurança de si mesma. Às vezes esqueço de olhar para atrás e agradecer por todo o meu esforço de melhorar o conteúdo dentro do que posso agora, está tudo bem se der errado porque o que realmente importa é continuar a criar, desenvolver e aprender um pouco mais todos os dias.

with love, T.

 

Fevereiro 2014

Junho 2017

Um Ano Sem Facebook

Em Maio fez um ano que senti a necessidade de encerrar a minha conta no Facebook que me sobrecarregava com tantas informações, numa de conexão de 16h com o que se passava no mundo e nas vidas das pessoas. Consequentemente criou uma ansiedade de verificar o estado dos acontecimentos de 5 em 5 minutos, perdendo tempo que poderia ser usado para coisas mais importantes. Contudo, com certeza essas razões me fizeram sair mas a necessidade de estar contactável para os outros me fez voltar agora.

Não senti falta da rede, não estava informada sobre as vidas alheias nem eles da minha, não perdia o meu precioso tempo e pretendo ficar assim. Porém não ter um perfil durante este tempo todo tornou complicado conversar com algumas pessoas, tanto porque quero conhecer outras bloggers como participar nos grupos. Mesmo que esteja novamente online I did some adjustments: não sigo ninguém (não aparece no feed) e não tenho o app no telemóvel. Resumidamente estou contactável mas offline.

T.

Produtos caros ou baratos?

Realizei uma das minhas vaidades, fiquei loira e desta vez fui rigorosa na escolha do meu cabeleireiro.  Qualquer mudança é acompanhada por cuidados específicos e deduzi que produtos caros podem ser dispensáveis  na recuperação do cabelo após a descoloração.

Na primeira tentativa de obter os fios Beyoncé, o que tinha na cabeça era palha e para tirá-los da miséria apliquei óleos vegetais, queratina liquida, shampoo e máscara da skala. Em 6 meses ficou novamente saudável com apenas 40€.

Neste second round comprei mais ou menos os mesmos produtos antes de avançar com a descoloração, entretanto a minha cabeleireira se manifestou relativamente as marcas que escolhi e induziu-me a levar o que ela considerava melhor. A minha carteira sangrou e em um mês voltou ao que era, os danos não foram violentos.

Com os cachos dourados gritando mara de maravilhoso, gastei um bom dinheiro desnecessário enquanto bastava uma máscara da skala e óleos naturais. Apesar de ter voltado as not so expensive brands amei usar o shampoo da Kérastase e o Moroccanoil para as pontas, sao as únicas marcas dispendiosas que manterei na minha rotina.

T.

Não existe o momento certo

Imagine uma ponte.

Vamos designá-la de “vida equilibrada” e cada pilar que a sustenta são as minhas obrigações. Entretanto surge um imprevisto que se alimenta do tempo de um outro afazer ou perco o foco e quebra um pilar que desestrutura todas as outras. Se uma cai, é o suficiente para não saber entrar novamente na rotina que estava dando certo.

Numa daquelas crises existenciais da madrugada o assunto ficou a martelar-me na cabeça. Como poderia retornar ao ritmo em que me encontrava anteriormente? Quando seria o momento certo para dedicar-me? Qual é a prioridade? Se é prioridade ponho acima de tudo e quando for possível foco nas outras áreas? Passei meses num profundo solilóquio com esperanças de que o momento certo assomaria and it never came...

Eu esperava por algo que nunca chegaria porque não estava a tomar acção, era como se estivesse sentada a ver TV mudando de canal de vez em quando estagnada no mesmo lugar. Cada vez que prefiro deixar para amanhã pergunto-me, se não for agora, quando será? Nunca, esperar agir é equivalente a assistir a vida passar.

T.

Ler na era das distrações

Progressivamente tenho estado menos presente na Internet para não asfixiar-me com tantas informações, mas antes disso a minha vida era cheia de distrações que afectavam a minha leitura.

Não lia um livro há um bom tempo, a última vez que me recordo adorá-los foi com uns 12 anos e parei porque ganhei um computador. Todavia, no ano passado desafiei-me a ler todos os livros que tinha em casa mas a tarefa era mais complicada do que parecia.Tive dificuldades em concentrar-me numa palavra, lia uma frase e voltava atrás porque não compreendia à primeira, em qualquer texto por mais breve que fosse tinha que repetir para absorver a informação. Essa incapacidade de concentração foi resultado das horas perdidas nas tecnologias.

Eu sentia prazer em ver o tempo voar e não pensar na minha vida, nas minhas tarefas e nos meus problemas enquanto estava nas redes sociais. Mas quando parava de navegar caía na vida real e ali continuavam a minhas responsabilidades a espera, por isso colocava outro episódio de uma série e submergia num estado de “hipnose”. E aqui entra a dopamina, cada vez que ia ver o que havia de novo, ela era libertada para me dar a sensação de prazer: estudar 5 min, ânsia de ver o Facebook, dopamina, tentar voltar a concentrar-me, estudar 15 min, ânsia de ver o Instagram, dopamina, e assim tornou-se um hábito.

Depois de uma fase de adaptação pós-depressão, fechei o computador e saí, eliminei apps do meu telemóvel, tirei o facebook, procurei mais livros, e ainda estou no processo. Em consequência e insistência de ler todos os dias notei o meu progresso como leitora, as palavras ficaram mais claras, assimilo o conteúdo mais rapidamente, e não preciso reler. Descobri que os livros são, agora, a minha fonte de conhecimento que vão moldar quem eu sou.

T.

Instagram o Novo Facebook?

Deixei o Facebook porque consumia muito o meu tempo com informações inúteis que me fazia sentir sobrecarregada. Eu já tinha milhares de dados na minha cabeça com tudo que me rodeava e ainda tinha que lidar com o online?

Entretanto notei que o Instagram mudou, agora podes gostar de um comentário e, o que mais me irrita, é sugerir amigos. Entendo que o objetivo é encontrar pessoas mas deu-me a ligeira sensação de estar no facebook: vida alheia, recomendações, “aproximar” pessoas, e mesmo que tenha saído ele continua a tentar instigar-me algum interesse. Por isso quando vi que, o que era para mim apenas um álbum de fotografia, estava a ir por um caminho parecido e nem conseguia desligar as notificações dessas sugestões, fiquei decepcionada. Não quero ver a minha professora do básico, coleguinhas da escola ou “amigos” que já deixei para atrás, para quê preciso das notificações? Ah! Para ver a vida de outrem.

Contudo, claro que estas redes têm a sua vantagem, é por isso que continuo com a página do blog mas para a minha vida agora, preciso simplificar as coisas. Isto é, menos informações inúteis mais informações selectivas, mais calma a minha mente fica. Por enquanto o Instagram só mostra no feed aquilo que procuras ver, se pesquiso sobre arquitectura e fotografia, então é isso que vai aparecer. E se surgir algo fora do padrão eu posso eliminar. Espero que mantenha esta parte assim.

Rezando, T.