O rapaz do papel “ele é só um amigo”

Já fui a típica garota que gostava de rapaz modelo e cabrão. Durante a escola básica a partir do 7 ano até ao 9 ano, gostei de um menino que dava “pontapé na minha bunda” quando não precisava de mim e depois a “bobona” voltava sempre. Entretanto, no verão de 2011 adicionei um rapaz no Facebook, melhor amigo de um amigo. Falámos durante meses na Internet, ligava-lhe antes de ir dormir e conversavamos horas e horas até cair no sono. Quando começaram novamente as aulas, aproveitavamos que as nossas escolas eram vizinhas e encontrávamos nas horas de almoço mas era constrangedor, diferente do que éramos no chat.

6 meses antes do Verão 2012 começar, o meu melhor amigo declarou-se. Não aceitei a situação da melhor forma, fui muito má e rejeitei-o. O ambiente entre nós tinha mudado, mas foi da minha parte. Apesar de tanta dor que lhe causei, para continuar como o meu fiel amigo e fazer parte da minha vida, fingiu esquecer-me e tudo voltara ao normal.
O verão tinha chegado, as aulas terminado e como todos os anos ficava sozinha em casa porque morava numa quinta com poucas oportunidades de ir à cidade. Ele insistia para andarmos de bicicleta, sair um pouco de casa e todas essas tardes tínhamos conversas tão longas que nem víamos o tempo passar, as vezes nem conversavamos e apreciavamos a vista.

Devido a esses encontros, já não era constrangedor estarmos juntos, o clima entre nós desenrolava-se naturalmente, via-o como o meu melhor amigo. Ainda no mesmo verão, admitiu que me amava, me amava de verdade, esse tempo todo ele se segurou, aceitei melhor essa ideia. Mesmo assim dei-lhe para trás mas permitindo fazer parte da minha vida. Apesar de saber que não queria que fôssemos namorados, dando várias desculpas, ele estava convicto de que iríamos ficar juntos e lutou por mim o verão inteiro.

Não sei como apareceu este sentimento, mas apaixonei-me, ele dizia-me que não há nada melhor do que namorados sendo melhores amigos porque tínhamos construído confiança um no outro, conheciamo-nos, partilhavamos as nossas tristezas e tínhamos as mesmas ideias sobre traição. Eu pensei “porra eu gosto do cara, é o meu melhor amigo, mas se der errado e ele me deixar desanparada, quem eu irei confiar?”, pensamentos semelhantes a este me barraram de avançar.  Mas ele lutou tanto por mim, não parou após tanta coisa até que no dia 31 de agosto de 2012 demos os nosso 1 beijo numa das nossas tardes. Oh meu deus! Eu estava radiante, foi uma explosão de sentimentos tão diferente a fluirem dentro de mim, e foi um beijo tão simples, tão delicado e rápido mas teve um efeito enorme. No dia 1 de setembro iniciou a nossa relação, a partir dai foi sempre crescendo.

Quando chegou a infeliz da maldita escola, ele ia para a faculdade da UBI. Eu era tão insegura de tanta “chutada” que levei e tinha logo que começar o nosso namoro a distância? Sério?. Passámos o inverno inteiro a discutir por idiotices minhas, mas no verão estávamos mais calmos. Porém, quando voltou o frio novamente, eu ia morar na Covilhã, não foi totalmente por ele mas por outros problemas na altura. Ai meus caros leitores deu uma reviravolta enorme na nossa relação! No início ainda discutiamos mas comecei a participar na sua vida universitária, ir aos jantares e baladas, e simplesmente estavamos finalmente bem. Mesmo agora que estamos outra vez numa relação a distância.

De todas as estapas que passamos para chegar a estabilidade, o que tiro disso é que se não fosse ele lutar por mim e nem eu dar-lhe uma oportunidade não estaria numa relação sólida e feliz. Tenho amigas em situação em que o cara é babaca e elas voltam, o que sempre digo é para elas sairem dessa, dar uma oportunidade a aquele que está no papel de “bom amigo e só isso”. Não estou a dizer que vai ser um mar de rosas e ficarão felizes para sempre, mas se você  trabalha uma relação, tem probabilidades de lá chegar.

Beijinhos,  T.

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